Largo dos Açorianos deve ser concluído dentro do prazo

Publicado em 12/01/2018 por Jornal do Comércio - RS

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams) vê com otimismo o avanço das obras de urbanização do Largo dos Açorianos, no Centro Histórico de Porto Alegre. Segundo o órgão, as intervenções estão avançando no ritmo previsto e a entrega da revitalização ocorrerá ainda no mês de fevereiro, dentro do prazo dado pela pasta na metade do ano passado.
No momento, a obra está em fase de concretagem do espelho dágua, dividido em duas partes. Etapas anteriores, como a limpeza e a retirada de material orgânico e o reforço do solo com pedras e geogrelhas, já foram concluídas, e, recentemente, foi finalizada a preparação da base de um dos espelhos, em frente ao Largo Zumbi dos Palmares, com emprego de britas e concreto magro. No mesmo local, tratado no projeto como espelho 2, estão sendo trabalhadas as formas e as armaduras das bordas e paredes. Em paralelo, o espelho 1, onde está localizada a Ponte de Pedra, começou a receber o estaqueamento da estrutura pré-moldada de concreto, que aguarda instalação em um depósito da prefeitura.
A divisão do espelho dágua é necessária pelas especificidades da área onde o Largo dos Açorianos está localizado. O projeto prevê o rebaixamento de parte do leito do lago, de forma de recuperar o caráter original da Ponte de Pedra, que teve parte da alvenaria submersa com o passar do tempo. Não é possível, porém, fazer o mesmo na parte mais próxima ao Largo Zumbi dos Palmares, devido à quantidade de fios e encanamentos instalados sob o solo. Assim, será necessário manter dois níveis distintos no espelho, o que demanda a instalação de bombas hidráulicas, que funcionarão em tempo integral.
Depois da conclusão desse processo, ficará faltando a instalação de redes hidráulica e elétrica, bem como a colocação de arquibancadas, esplanadas, bancos e passeio público. A última etapa é o plantio da vegetação, que deve ser realizado poucos dias antes da entrega definitiva do espaço. O custo total da obra é de R$ 4,6 milhões, oriundos do Fundo Pró-Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre.