"Não podemos abrir a temporada da desconstrução, calúnia e difamação, como em 2014" diz Marina Silva

Publicado em 10/11/2017 por Portal R7

Não faço política procurando defeito no concorrente, diz Marina
Não faço política procurando defeito no concorrente, diz Marina TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO 21/10/2017

Prestes a decidir se disputará mais uma vez a Presidência, a ex-senadora Marina Silva (Rede) alerta que o País não deve embarcar numa temporada de desconstrução e calúnia, o que, segundo ela, aconteceu em 2014.

- Acho que é um momento delicado do nosso País e temos que ter tranquilidade para não abrir a temporada precoce de desconstrução, calúnia, difamação. Que foi o que aconteceu em 2014, com muita calúnia, com fraude eleitoral. A gente se dispõe ao debate e não ao embate. O Brasil está precisando de mais encontro e de menos apartação.

Ao falar do momento do País, Marina havia sido questionada se tinha ficado constrangida pelo pré-candidato Ciro Gomes ter falado que ela não parecia estar pronta para a disputa eleitoral porque era um momento de "muita testosterona". 

-  Ele [Ciro] fez uma crítica ao hormônio masculino porque falou que o momento era de muita violência, de muita polarização e que ele não concordava com isso, que ele não me via com perfil psicológico a esse tipo de violência. Era uma crítica à violência e usando o hormônio como sinônimo. Eu cheguei à conclusão que não havia ofensa a mim e nem às mulheres. Eu não faço política procurando defeito nos meus concorrentes. As pessoas já têm muito motivo para se distanciar. Eu procuro razões para nos unir e sou muito cuidadosa em relação a isso. 

Marina recebeu a coluna nesta quinta (9) na sede da Rede Sustentabilidade, em Brasília, para discutir o cenário eleitoral. Falou da importância de o Brasil ter um governo sustentado em programas, e não na distribuição de cargos. Defendeu que não existe mais o conceito Direita e Esquerda, e sim políticas de Estado, e falou da tragédia de Mariana (MG).