Polícia Civil desmonta esquema de grilagem de terras e lavagem de dinheiro

Publicado em 10/10/2017 por Correio Braziliense Online

A exploração de um sítio arqueológico foi o artifício usado por uma organização criminosa para lavagem de dinheiro e grilagem de terras no Jardim Botânico. O verdadeiro objetivo, a construção de um condomínio, foi mascarado em relatório ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) deflagrou a operação, que ganhou o nome de Dinossauro, nesta terça-feira (10/10). O esquema já vendeu cerca de 700 lotes.
 
 
A investigação aponta que os envolvidos pretendiam tomar posse de uma vasta área pública da Terracap. A operação prendeu cinco suspeitos, entre eles um ex-corretor e um ex-advogado da Terracap. Os policiais civis cumprem 14 mandados de prisão temporária e 10 de condução coercitiva. Também foram autorizados 27 mandados de busca e apreensão em diversos locais do DF, além de Unaí (MG).

O espaço no Jardim Botânico, alvo dos criminosos, fica na Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São Bartolomeu e possui cerca de 46 hectares. A construção de ruas e o desmatamento da vegetação já provocaram danos no local. "Apesar de o loteamento irregular ainda não estar implementado, cerca de 700 lotes já foram vendidos, cada um medindo aproximadamente 600m² e avaliados, em média, por R$ 60 mil. Verificou-se também a cobrança de taxas condominiais e taxas extras no valor de R$ 740,00 por mês", explicou a delegada-chefe da Dema, Marilisa Gomes.