Conferência Ethos irá dialogar sobre o futuro dos jovens na América Latina

Publicado em 16/09/2020 por Assessoria de Comunicação

Um em cada seis jovens perdeu o emprego durante a pandemia, segundo a OIT

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Os jovens são um dos grupos sociais fortemente afetados pela pandemia de Covid-19. O desemprego, a informalidade, salários baixos e a precariedade ameaçam o presente e o futuro de milhões de jovens que não encontram oportunidades, veem o encarecimento dos custos de vida, o agravamento da crise climática e das desigualdades e o desaparecimento dos empregos formais se agravarem com a recessão e a pandemia.

Com o painel “Desocupação juvenil e o legado da pandemia - a dificuldade de ser jovem na América Latina e Caribe”, a Conferência Ethos 2020 dá início a uma série de diálogos com jovens sobre a pandemia, a recessão das economias na América Latina e a desocupação juvenil. A live acontece nesta quinta-feira, 17 de setembro, às 16h10, no canal do Ethos no YouTube.

Jovens e a questão do emprego

O emprego juvenil contraiu na maior parte dos países da América Latina, sobretudo nos que representam quase 90% da força de trabalho ocupada na América Latina e no Caribe, entre eles, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Embora com maior formação em comparação com gerações anteriores, os jovens enfrentam uma inserção no mercado caracterizada pela elevada precariedade, ainda mais crítica entre as mulheres. Conforme o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Covid-Stress, um em cada seis jovens perdeu o emprego durante a pandemia. Como os jovens, a sociedade e o setor privado poderão enfrentar esse legado da pandemia? Quais as consequências do retrocesso na redução da pobreza para as gerações mais jovens? Essas são questões que serão analisadas por Debora Dias e Raull Santiago.

Sobre os palestrantes

Debora Dias - tem 22 anos e foi aluna de cursinhos da UNEafro Brasil. Hoje, é estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo, é educadora popular do núcleo de base Ilda Martins de Souza/Angela Davis, na Fazenda da Juta, na ZL, e também é articuladora do Projeto Agentes Populares de Saúde UNEafro. Foi orientadora socioeducativa em um serviço de fortalecimento de vínculo CCA, também na Fazenda da Juta, é artista e produtora da Coletiva Emana, que promove arte e formação feminista interseccional em Sapopemba e do Coletivo InCorpo, que estuda performance na periferia. Também é uma das articuladoras da Rede Solidária de Sapopemba e integra a pré-candidatura Coletiva Quilombo Periférico (que disputará a vereança em São Paulo).

Raull Santiago - é comunicador social, produtor de documentários, produtor cultural, ativista dos direitos humanos e pelo clima e CEO da Agência BRECHA de comunicação. É fundador e integrante dos coletivos Papo Reto, Movimentos e Perifa Connection e faz parte da Assembleia de Membros da Anistia Internacional do Brasil. É pesquisador da área de políticas sobre drogas do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania. Embaixador do Instituto Identidades do Brasil pela igualdade racial. Embaixador do Descomplica Social, braço social da rede Descomplica de Educação. Integrante da rede global de Defensores e Defensoras de Direitos Humanos - Front line Defenders. Criador do Intercâmbios Latinos, projeto que conecta jornalistas independentes do Brasil com a América Latina. Já passou por vários países palestrando, treinando e trabalhando em parceria com universidades, ONGs, grupos ativistas e movimentos sociais, construindo networking internacional com foco no fim da violência e desigualdades, discutindo segurança pública, enfrentamento ao racismo, garantia de direitos humanos, memória e vida. É morador do Complexo do Alemão e, atualmente, integra o Gabinete de Crise do Complexo do Alemão para ajuda humanitária diante da pandemia de coronavírus.