Leão chega e Rui deve anunciar a chapa segunda, no calor do forró

Publicado em 13/06/2018 por A Tarde - BA

Qua , 13/06/2018 às 10:09 | Atualizado em: 13/06/2018 às 10:13

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João Leão chega hoje de viagem na China - Foto: Erick Salles l Divulgação João Leão chega hoje de viagem na China

João Leão, o vice-governador, chega da China nesta quarta-feira, 13, e libera Rui Costa para acabar a novela da segunda vaga para o Senado anunciando a chapa, o que deve acontecer segunda, no finzinho da tarde, quando ele reúne deputados e senadores no Palácio de Ondina para o forró da confraternização, o que seria algo novo, ao som de Asa Branca, de Gonzagão, dizem alguns.

>> Rui, Lídice, Coronel e a briga pela outra vaga na disputa do Senado

Pelo que se dizia nos bastidores nesta terça. 12, a senadora Lídice da Mata (PSD) ainda tem uma chance, embora tênue: Jaques Wagner, que é tido como nome certo na chapa, recebe intensas pressões para ser o eventual substituto de Lula, ideia da qual ele foge ostensivamente, em público e no particular. Se aceitar, sobra a esperada vaga.

Nas pesquisas — Os que pressionam Wagner dizem que as pesquisas apontam Lula como um grande eleitor. O abençoado por ele seria automaticamente candidato a receber, de saída, em torno de 30% dos votos, o que, por tabela, seria a garantia de vaga no segundo turno. A questão é convencer Wagner.

 Fora disso, fica tudo como estava, Rui com o trabalho de mitigar o máximo que puder as mágoas de Lídice e seus aliados, que tentam os últimos cartuchos apegando-se numa resolução do PT que obriga os diretórios a passarem pelo crivo nacional as alianças estaduais.

O que a senadora Gleisi Hoffmann (SC), presidente nacional do PT, vislumbra é a aliança nacional com o PSB de Lídice, mas os aliados de Rui afirmam que não é bem assim. A chapa de Rui, com Wagner, mais Ângelo Coronel do PSD de Otto Alencar para o Senado e João Leão (PP) de vice, promete estar junta na questão federal.

Zé Ronaldo — Na banda da oposição, a pendenga também é a questão da segunda vaga para o Senado. Segundo o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), Zé Ronaldo quer Irmão Lázaro (PSC), ACM Neto também quer, mas os tucanos do deputado Jutahy Júnior preferem a vereadora Ireuda Silva (PRB), que, além de negra, é melhor. Dizem que Lázaro seria melhor de vice, porque cola o voto com Ronaldo. Está nisso.

Da Sudene para Ronaldo

 Marcelo Neves, que durante oito anos foi superintendente da UPB e nos últimos dois está na superintendência da Sudene, pediu demissão e só aguarda a exoneração sair no DO.

Vai coordenar a campanha de Zé Ronaldo (DEM), de quem é amigo:

– Já falei com o ministro Carlos Marun e expliquei as razões. É só esperar.

Sai dizendo ter incluído no semiárido Barreiras e Santa Maria da Vitória.

Dativos e o golpe na CCJ

O deputado Luciano Ribeiro (DEM), líder da oposição na Assembleia, estava injuriado ontem. A CCJ apreciou o veto de Rui Costa ao projeto de autoria dele que passa ao Estado a obrigação de remunerar os advogados dativos, dando o ok.

Ele disse estranhar a posição do deputado Bira Corôa (PT), que em abril, como relator, deu parecer favorável ao projeto e ontem foi contra. 

– É um absurdo. Aproveitaram minha ausência.

No Sindimed, zumbido zero

A otorrinolaringologista e especialista em zumbido Clarice Saba assumiu  a direção de comunicação e imprensa do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA), na sexta da semana passada, e já ganhou as redes sociais.

Dizem que, com ela lá, a comunicação não terá ruídos ou os que aparecerem serão clinicamente aniquilados.  

Ela diz que o cargo é mais um canal de aprendizado, no sentido midiático, claro.

 Riacho de Santana sofre com a seca que não cessa

O prefeito Alan Vieira (PSD), de Riacho de Santana, no sudoeste baiano, região de Guanambi, até pensou em fazer o São João, mas ontem estava em Salvador dizendo que está fora do forró porque o município está em estado de emergência por uma seca de mais de dois anos que não para.

– O forte lá é a pecuária de corte. Está tendo enormes prejuízos, com mortes e venda do boi magro. As plantações de subsistência de milho e feijão sucumbiram. Estamos a esta altura do ano já recorrendo a carro-pipa.

O xis da questão: as chuvas na região, que deveriam vir de março a novembro, não vieram. E Alan diz que não tem jeito:

– Decidi entre o forró e apertar o cinto.