Lucro da Cemig cresce 36%, puxado por melhora do resultado financeiro

Publicado em 16/05/2018 por Valor Econômico

SÃO PAULO  -  A Cemig divulgou na manhã desta quarta-feira que obteve no primeiro trimestre de 2018 um lucro líquido de R$ 464,4 milhões, um aumento de 35,5% em relação aos R$ 342,6 milhões registrados no mesmo período de 2017. O resultado da companhia foi beneficiado pela redução de 60% do saldo negativo do resultado financeiro, a R$ 157,8 milhões.

No período, a companhia registrou aumento de 34,4% das receitas financeiras, a R$ 241,8 milhões, e a redução de 30,2% das despesas financeiras, para R$ 399,6 milhões. De acordo com a Cemig, o recuo da despesa financeira foi provocada pela diminuição da renda de aplicações financeiras, em função da queda do CDI no período, queda dos encargos de empréstimos financeiros e ganhos com instrumentos financeiros.

O lucro operacional recuou 11,6%, para R$ 794 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 8,5%, para R$ 1 bilhão. A margem Ebitda teve de 22,86% para 20,68%.

A receita da Cemig, na mesma base de comparação, cresceu 2,5%, indo de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,9 bilhões. O montante obtido com fornecimento de energia elétrica a consumidores finais caiu 7,6%, para R$ 4,7 bilhões, por conta do reajuste tarifário anual, que teve um efeito médio de 10,6% negativos nas tarifas, junto com a redução de 0,5% no volume de energia vendida. A situação foi parcialmente compensada pelo aumento das receitas com bandeiras tarifárias.

A receita da parte de transmissão da Cemig, a Cemig GT, cresceu 9,2%, para R$ 101 milhões, com o reajuste pela inflação da Receita Anual Permitida (RAP), junto com ganhos relacionados a investimentos autorizados.

E a receita com transações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) caiu 40,7%, para R$ 134,3 milhões, com a menor quantidade de energia disponível para liquidação no mercado atacadista em 2018, apesar do aumento de 32,5% do valor médio do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD).

Os custos e despesas operacionais cresceram 6,4%, para R$ 4,2 bilhões. A despesa com compra de energia elétrica para revenda subiu 8%, a R$ 2,2 bilhões, com o aumento de 20% no volume comprado no primeiro trimestre deste ano.

A despesa com pessoal foi de R$ 331,6 milhões nos primeiros três meses do ano, redução de 13%. Segundo a companhia, apesar do reajuste salarial de 1,83% desde novembro, em função de acordo coletivo, a variação negativa decorre principalmente da redução de 17,6% no número de empregados médios.