Macri pede reflexão para evitar violência como de final da Libertadores

Publicado em 03/12/2018 por Yahoo Brasil

Buenos Aires, 3 dez (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu nesta segunda-feira para que haja uma profunda reflexão para evitar que a violência volte a impedir que o país realize uma final de futebol, em referência à segunda partida da decisão da Taça Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, que foi levada de Buenos Aires para Madri.

"Foram duros dias os que vivemos no fim de semana passado. O que cabe é uma profunda reflexão por parte de todos. Por que essas coisas nos acontecem e nos permitimos acreditar que em um jogo o comportamento deve ser diferente ao da vida diária, por que toleramos violências às quais não estamos de acordo no dia a dia?", questionou Macri em entrevista coletiva.

O segundo jogo da final da Libertadores deveria ter acontecido no último dia 24, no Monumental de Nuñez. Entretanto, o ônibus que levava a delegação do Boca para o estádio foi atacado por torcedores do River, que feriram alguns jogadores. A Conmebol adiou o duelo em um dia em um primeiro momento, mas depois decidiu remarcá-lo e transferi-lo para fora do território argentino.

Segundo Macri, que concedeu coletiva para dizer suas conclusões sobre o encontro do G20, realizado na última sexta e no último sábado, falou também dos maus-tratos sofridos por autoridades como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que estava em Buenos Aires no dia em que a partida deveria ter acontecido.

"Acredito que seja muito pior que alguns torcedores violentos que atiraram pedras contra um ônibus e que cospe em quem está do lado. É inaceitável. O que houve na entrada do Monumental com as autoridades do futebol internacional é muito mais grave do que o que houve na rua", opinou.

"Porque isso já denota uma degradação... E acho que tem muito mais a ver na decisão, que é absolutamente independente e deles, de nos castigar não nos deixando ter a final que falta no campo do River", completou o presidente argentino, que se mostrou profundamente chateado com a mudança de local.

"Temos que fazer uma profunda reflexão a respeito e sentir que isso não pode voltar a acontecer, que as autoridades do futebol internacional digam que não podemos realizar uma final no nosso país", lamentou.

O presidente argentino ainda lembrou que o Governo do país enviou ao Congresso um projeto de lei para terminar com a violência das organizadas.

"A solução não é pôr cada vez mais policiais na rua, mas prender quem cometer um crime. Garanto a vocês que vão pensar várias vezes antes de voltar a agir assim", considerou. EFE