Ministro do Meio Ambiente não conhecia Fundo Amazônia, de R$ 3 bilhões

Publicado em 11/01/2019 por Redação GS

O MINISTRO DO MEIO AMBIENTE, Ricardo Salles, não conhece o Fundo Amazônia, programa instalado em 2008 e “um dos instrumentos mais importantes para garantir e aprimorar o compromisso de nosso País com a conservação e o uso sustentável da floresta”, nas palavras de seu antecessor, Edson Duarte.
É o que se depreende da entrevista de Salles a O Globo publicada nesta terça (8). Em certo momento ele diz:
(…) Sair um pouco do campo do reconhecimento internacional, aquela coisa quase que honorífica, que só serve para você ser ufanista, e perguntar: ok, qual é a consequência prática para a sociedade brasileira? Que créditos efetivos, e não promessa de créditos, nós trouxemos aqui para o Brasil? (…) Aquela ideia do pagamento por serviços ambientais, precisa vir dinheiro para cá“.
Mas o Relatório de Atividades 2017 do Fundo Amazônia informa:
“Até o fim de 2017, o Fundo Amazônia recebeu R$ 3.123.091.258,23 em doações, sendo 93,3% provenientes do governo da Noruega, 6,2% do governo da Alemanha, por meio do KfW Entwicklungsbank, e 0,5% da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras)”.
Em nota sob foto, publicada pelo próprio ministro do Meio Ambiente em seu Twitter, no dia 5, diz a legenda: “leitura de sábado à tarde: os Diários Oficiais da União dos últimos 60 dias“. Falta conferir o site do MMA também.
Ricardo Salles foi candidato a deputado federal pelo NOVO em São Paulo. Teve 36 000 votos, mas não foi eleito.
Segundo informa o El País, é réu em ação movida pelo Ministério Público de São Paulo “sob a acusação de alterar ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental, na Várzea do Rio Tietê”.