Ministro do Planejamento diz que está mais otimista com reforma da Previdência

Publicado em 07/12/2017 por O Globo

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse, nesta quinta-feira, que está mais otimista em relação à aprovação da reforma da Previdência ainda este ano na Câmara dos Deputados. Em café da manhã com jornalistas, ele afirmou que já não vê parlamentares questionando a necessidade de mudanças no regime de aposentadorias no país e que o texto foi modificado para se tornar mais palatável politicamente.

- É uma reforma palatável do ponto de vista político. Já há uma compreensão maior do conteúdo da reforma. Ela não afeta pessoas que já se aposentam por idade, não fere direitos adquiridos. É uma reforma que pode ser aceita politicamente, que tem um foco de redução de privilégios, de redução de exageros. Eu hoje estou muito mais otimista do que há nove meses atrás com a aprovação da reforma e acho que a adesão à reforma vai crescer - disse Oliveira.

O ministro participou de jantar na quarta-feira organizado pelo presidente Michel Temer com a base aliada. Segundo ele, as conversas deixaram claro que o cenário ficou mais favorável:

- Ontem, um líder disse que há duas semanas o cenário era péssimo dentro do partido dele e que isso já mudou para razoável. Com mais trabalho de convencimento, acho que é possível aprovar a reforma.

O governo, no entanto, ainda não marcou data para a votação da proposta. Segundo Oliveira, isso é parte do processo político:

- É um processo político complexo, denso, porque envolve uma questão delicada. É preciso constuir um processo político com o parlamento. O ambiente é mais positivo do que na semana passada.

O ministro do Planejamento disse ainda que a reforma traz uma economia de mais de R$ 500 bilhões para os cofres públicos em 10 anos. Sem ela, lembrou ele, a dívida pública chegará a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2021. Isso porque a economia vai crescer menos e os juros vão ficar mais elevados. Já com a reforma, a dívida se estabilizará em torno de 80% do PIB em 2021.