Moradores do Ambé fazem mutirão para reformar a Igreja de São Roque

Publicado em 12/01/2018 por Diário do Amapá

Os moradores do Ambé realizam neste domingo (13) um grande mutirão com o objetivo de angariar recursos para reformar a Igreja de São Roque, padroeiro da comunidade, que comemora 70 anos de construção. Conforme explicou o líder comunitário Coutinho na manhã desta sexta-feira (12) no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9), este é mais um dos muitos eventos que estão sendo realizados com esse objetivo.

Vamos realizar neste sábado mais um dos muitos eventos de uma grande força-tarefa para reformar a Igreja de São Roque, padroeiro da nossa comunidade, que comemora 70 anos de construção, mas ainda não passou por nenhuma reforma. Por isso todos nós, filhos e amigos da comunidade nos reunimos, e estamos fazendo este e vários outros eventos já estão programados, onde teremos com certeza a participação de muita gente, e aproveitamos a grande audiência deste programa para convidar a população de Macapá, que pode levar toda a família para o Ambé neste domingo, porque a programação é muita vasta e começa logo pela manhã, com venda de comidas e bingo com vários prêmios atraentes, um deles de 300 reais em dinheiro".

São Roque
Filho de uma família nobre e muito rica de Montpellier, na França, São Roque começou a chamar a atenção de todos por ter nascido, no ano de 1295, com uma cruz marcada em seu peito, além do fato de que o seu nascimento foi fruto de muita oração de sua mãe, chamada Libéria, que era devota de Nossa Senhora e já estava em idade avançada, mas queria muito ter um filho, que foi criado também como devoto da Santa.
Roque ficou órfão dos pais quando tinha entre quinze e vinte anos e herdou uma grande fortuna. Porém, como cristão convicto educado por sua mãe, Roque desejava viver na pobreza, em imitação a Cristo. Por isso, ele quis repartir todos os seus bens entre os pobres. E ia fazer isso em segredo, como disse Jesus. A pouca idade, porém, não permitia que ele se dispusesse de seus bens. Então, ele confiou tudo a um tio. Depois, partiu sem nada para a cidade de Roma e foi mendigando ao longo do caminho até chegar em (Itália), onde viveu durante três anos, tendo como rotina orar na tumba dos Apóstolos e onde contraiu a praga, mas para não ocupar mais um leito no hospital, arrumou um lugar na floresta para esperar a morte, mas acabou encontrando uma pequena fonte, e percebeu que ao beber e se lavar na água límpida e cristalina ele sentia grande alívio em suas feridas.

Outro fato interessante foi que um cachorro o encontrou e começou a levar pão para ele. O dono do cão, notando a regularidade com que o animal fazia isso, seguiu-o e o encontrou, levando-o para a sua casa, na cidade de Piacenza, onde recebeu tratamento até ficar curado da doença e conseguiu a conversão de seu benfeitor, passando também a cuidar dos enfermos.

Posteriormente Roque resolveu mudar para a Toscana, em Aguapendente, também na Itália, e viu a grande mortalidade causada pela peste. Então, pediu permissão ao administrador do hospital para assistir aos doentes. Logo que Roque se pôs entre os enfermos, cessou a epidemia em toda a cidade. O mesmo aconteceu em Cesena e em outras localidades. Ele curou muitos fazendo apenas o sinal da cruz. Dizia-se que a peste fugia de Roque.

Ao retornar a Montepellier, sua terra natal, não o reconheceram e ele acabou preso. Pensavam que era um espião disfarçado de peregrino, pois havia uma guerra civil. Ele ficou na prisão por cinco anos. No dia 16 de agosto de 1327, foi encontrado morto em sua cela e, então, realizou seu primeiro milagre depois de morto. O carcereiro, que era manco desde o nascimento, ficou curado ao tocar o corpo de São Roque com o pé, para ver se ele estava vivo, dormindo, ou se estava morto. Ao tirarem sua roupa para sepultá-lo, ele foi reconhecido por causa da cruz marcada em seu peito.

Devoção a São Roque
No Concílio de Constance (1414 - 1418), a praga ainda ameaçava a população. Os dirigentes pediram a proteção e a intercessão de São Roque e a praga acabou. Por isso sua canonização e seu culto foram aprovados rapidamente. As relíquias de São Roque foram levadas para Veneza. Ele é reverenciado e invocado na França e na Itália como protetor contra doenças e pragas.
São Roque é representado com um cachorro ou como um peregrino usando capa, chapéu, botas e, às vezes, segurando um cajado. Como protetor dos cães, ele é mostrado com o cachorro lambendo suas feridas, e é também é invocado como padroeiro dos inválidos, dos cirurgiões e do gado.
No Brasil, na cidade de São Roque, interior de São Paulo, encontra-se a principal Igreja consagrada ao Santo. É onde se encontra, também, uma relíquia do Santo: uma parte de seu braço. Sua festa é comemorada no dia 16 de agosto.