Nada de mágica

Publicado em 13/02/2018 por A Gazeta - MT

Enquanto a maioria dos entes públicos, leia-se governos federal, estadual e boa parte das prefeituras, enfrentam dificuldades financeiras para honrar seus compromissos, em Várzea Grande é o inverso. Após anunciar reajuste para os servidores de carreira de 20% para nível superior, de 15% para nível médio e de 6,81% para professores, A prefeita Lucimar Campos (DEM) anunciou aumento de 6,58% para o quadro de carreira do Departamento de Água e Esgoto (DAE), além de investimentos na melhoria da qualidade da água. Lucimar diz que não é mágica, mas compromisso e transparência com a coisa pública, pois, mesmo com crise, salário e serviço prestado com qualidade é uma exigência da qual não abre mão.

Oitiva

Aliás, a próxima sexta-feira (16) deve ser de grandes revelações na CPI "do PaletÔ. Está prevista a oitiva de Sílvio Araújo que, conforme noticiou A Gazeta, prestou um segundo depoimento à Polícia Federal em que desmontou os argumentos da defesa de Emanuel Pinheiro. Resta saber se Araújo vai mesmo depor ou se um ofício vai ser misteriosamente apresentado de última hora, a exemplo do que aconteceu na semana passada.

Folha

A culpa tem sido jogada na folha de pagamento dos servidores, mas se a arrecadação, de fato, tiver atingido os R$ 17,8 bilhões líquidos e a folha de pagamento consumiu R$ 7 bilhões, como tem sido declarado em alto e bom som pelo próprio governador, sobrariam R$ 10,8 bilhões para o restante das dívidas e investimentos. A conta anda tão alta assim?

Sem tempo

Enquanto isso, a Câmara de Cuiabá também precisa votar as contas do Executivo. O balancete em questão é do último ano do governo Mauro Mendes. Mas os vereadores parecem não estar tão preocupados com isso. A CPI "do PaletÔ, que investiga o atual prefeito, Emanuel Pinheiro (MDB), tem consumido muita energia dos parlamentares. Quase toda sessão há uma polêmica diferente envolvendo o assunto.

Números

Uma das grandes dificuldades que o governo Pedro Taques (PSDB) estaria enfrentando em relação aos aliados é explicar como que com uma arrecadação que, em 2017, teria superado os R$ 24,9 bilhões brutos, atingindo o valor líquido de R$ 17,8 bilhões, o Estado não tem conseguido pagar salários e outros compromissos, como o repasse dos duodécimos em dia.

Licença

A CPI "do PaletÔ, aliás, seria o motivo pelo qual o vereador Felipe Wellaton decidiu "furar" o rodízio do PV na Câmara de Cuiabá. O requerimento com a licença chegou até a ser votado em plenário, mas Wellaton mudou de ideia e disse que não se afastaria nesse momento para dar vaga a um suplente. Diga-se de passagem, Wellaton sequer é membro da CPI, mas quase sempre está envolvido nas confusões que envolvem a investigação.

Redução

Se a minuta da resolução do TSE mantiver como estão os limites de gastos para a campanha eleitoral deste ano, candidatos e partidos vão mesmo ter que se reinventar. A redução foi brutal, se comparado o valor atualmente previsto para uma candidatura ao governo do Estado - R$ 5,6 milhões - e o montante investido, por exemplo, na campanha vitoriosa de Pedro Taques, em 2014 - R$ 29,3 milhões.

Quórum

Apesar de a abertura do ano legislativo já ter sido realizada (duas vezes) e de quinta-feira (teoricamente) haver sessão prevista, a tendência é que os trabalhos na Assembleia só comecem a mesmo na próxima semana. Até agora, nenhuma sessão teve quórum o suficiente e, embora não funcione dessa forma para a maioria os trabalhadores mato-grossenses, parece ser pedir demais que os deputados encerrem o Carnaval na Quarta-feira de Cinzas.