Pecuária leiteira: saiba como encontrar o caminho da rentabilidade

Publicado em 06/06/2019 por O Bom da Notícia

A produção de leite no Brasil gira em torno de 24 bilhões de litros por ano (considerando somente o volume de leite cru captado pelos laticínios, segundo o IBGE).
Deste total, Mato Grosso é responsável por 528 milhões de litros, apenas 2,2% do montante. A baixa participação é reflexo de uma série de dificuldades enfrentadas por muitos produtores no estado. Entre os principais desafios apontados, estão o custo de produção, a instabilidade do mercado, falta de mão-de-obra qualificada e as despesas com a sanidade do rebanho.
Apesar do cenário delicado, é importante enxergar as oportunidades presentes nesta atividade. É o que aponta o zootecnista Armando Urenha, que é coordenador da “ATeG”, núcleo que desenvolve trabalhos de assistência técnica e gerencial do Senar-MT. Entre estas oportunidades, explica, está a alta aceitação do produto e a demanda constante – e crescente. Vale lembrar que, mesmo produzindo muito, o Brasil ainda precisa importar leite para atender ao consumo interno.
Quanto às barreiras dentro da porteira, Urenha reforça que muitas vezes as soluções podem estar mais próximas do produtor do que ele próprio imagina. Foi sob esta ótica e com foco na busca pela viabilidade econômica da atividade, que ele falou no Bom Dia Senar-MT desta quarta-feira (05).
Reforçando que não há uma “receita de bolo” para a busca de melhores resultados, o zootecnista destaca que é fundamental que o pecuarista tenha um bom planejamento do negócio, baseado na realidade da sua propriedade. Da construção à execução deste planejamento, aliás, o papel da assistência técnica é importantíssimo. Conhecer e entender os custos de produção, identificar os principais gargalos, são fatores essenciais para alcançar o objetivo: a viabilidade econômica da atividade.
Urenha lembra ainda que o produtor não pode trabalhar com imediatismo. Ou seja, é necessário que o planejamento elaborado leve em consideração metas “gradativas”, que possam ser alcançadas – por exemplo – mês a mês. Confira na íntegra as orientações do coordenador da ATeG do Senar-MT.