Preço da soja cai R$ 4 em Rio Verde (GO) após recuos seguidos em Chicago

Publicado em 31/08/2021 por Por Agência Safras

Os preços da soja voltaram a recuar nesta terça-feira no mercado físico brasileiro. A pressão foi exercida pela combinação de queda em Chicago, com novembro abaixo de US$ 13, e o recuo do dólar, que baixou da casa de R$ 5,17 e chegou a bater em R$ 5,11 ao longo do dia.

A nova baixa reforçou a postura de cautela do produtor, esvaziando ainda mais a oferta e travando a comercialização. Veja:

– Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos baixou de R$ 166,50 para R$ 165,00.

– Região das Missões: a cotação recuou de R$ 165,50 para R$ 164,00.

– Porto de Rio Grande: o preço caiu de R$ 168,50 para R$ 166,00.

– Cascavel (PR): o preço passou de R$ 164,00 para R$ 163,50 a saca.

– Porto de Paranaguá (PR): a saca baixou de R$ 168,50 para R$ 166,50.

– Rondonópolis (MT): a saca seguiu em R$ 167,00.

– Dourados (MS): a cotação permaneceu em R$ 158,00.

– Rio Verde (GO): a saca caiu de R$ 165,00 para R$ 161,00.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte baixa. O clima nos Estados Unidos e problemas na logística de embarques naquele país determinaram a pressão sobre as cotações, ampliando as perdas acumuladas em agosto – 4,2% na posição novembro.

Com a passagem da tempestade tropical Ida, o mercado avalia os estragos em terminais de exportação dos Estados Unidos. Este fator adicionou a pressão exercida pela boa evolução das lavouras com a recente melhora das condições climáticas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 29 de agosto, 56% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 56% -, 29% em situação regular e 15% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 26%, 28% e 16%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,75 centavos de dólar por bushel ou 0,82% a US$ 12,91 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,00 por bushel, com perda de 9,50 centavos ou 0,72%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,46% a US$ 345,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 58,75 centavos de dólar, perda de 0,86 centavo ou 1,445.

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,32%, sendo negociado a R$ 5,1720 para venda e a R$ 5,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1160 e a máxima de R$ 5,1950. No mês, o dólar acumulou baixa de 0,71%.