Representantes do agronegócio e meio ambiente criticam ameaças ao Código Florestal

Publicado em 26/04/2019 por Jornal GGN

Rompendo o tabu de que agronegócio e meio ambiente são áreas conflitantes, movimento com 190 representantes destacou que "o setor agrícola é o principal beneficiário da conservação ambiental"
Representantes do Meio Ambiente e do Agronegócio criticaram os projetos de lei e medidas provisórias que tentam modificar o Código Florestal. Na última semana, o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), e Marcio bittar (MDB-AC) apresentaram uma proposta para retirar as proteções às reservas legais no Código.
Mas para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que reúne 190 representantes da área de meio ambiente, florestal e também agronegócio, o “cenário constante de insegurança jurídica” com estas propostas no Congresso impede avanços para todos os setores.
Rompendo o tabu de que agronegócio e meio ambiente são áreas conflitantes, a Coalizão destacou que “o setor agrícola é o principal beneficiário da conservação [ambiental], uma vez que sua produtividade é altamente dependente das condições climáticas”. “As florestas atuam como ‘regador’ da agricultura brasileira. Além da água, há inúmeros outros serviços ecossistêmicos, como a polinização dos cultivos, que beneficiam diretamente a agricultura”, explicou.
“É imperativo fazer valer a lei, não podemos perder tempo com novas modificações em seus dispositivos. Por isso, a Coalizão Brasil recomenda ao Congresso Nacional e ao governo brasileiro que concentrem seus esforços nos próximos passos necessários para a efetiva implementação do Código Florestal”, escreveu o grupo, em um manifesto divulgado à imprensa. “O Código Florestal é instrumento essencial para a sustentabilidade do agronegócio, para o desenvolvimento do país e para o bem-estar de todos os brasileiros”, continuou.