Rodrigo Guth: diamante do Coritiba vendido sem nem jogar

Publicado em 12/07/2018 por Tribuna PR

Há cerca de um ano, o Coritiba vendia ao Atalanta, da Itália, uma das suas principais promessas das categorias de base. O zagueiro Rodrigo Guth, na época com 16 anos, deixava o Alto da Glória para se transferir para o futebol europeu por aproximadamente R$ 2,8 milhões – 90% dos direitos foram cedidos ao clube italiano.

Com 1,91m de altura, o defensor, hoje um ano mais velho e com a experiência de um título sul-americano Sub-17 com a seleção brasileira, se inspira em grandes nomes do futebol brasileiro para fazer bonito nos gramados estrangeiros. “Tem sido um período de muito aprendizado aqui, já aprendi muito não só sobre futebol, mas também a cultura. Tenho muitos jogadores como base, alguns na minha posição e outros que admiro a postura dentro e fora de campo, como Thiago Silva, Marquinhos e Miranda”, disse o zagueiro à Tribuna do Paraná.

Atualmente, no elenco profissional do Atalanta, outro “brazuca” tem passado algumas lições para o jovem curitibano. Trata-se de Rafael Tolói, 27 anos, que também já passou pelas categorias de base da seleção brasileira e brilhou no futebol nacional com as camisas de Goiás e São Paulo.

“É um cara de muita personalidade e pretendo aprender muito com ele. É um jogador que me inspiro muito, pois ele é muito querido por todos no clube. Espero um dia seguir esse caminho também”, ressaltou Guth, que ainda briga para ser promovido ao time profissional do Atalanta. “Vai depender muito do meu desempenho durante a temporada, mas temos que manter os pés no chão. Muitos atletas da base já participaram de treinos com o elenco principal e aguardo muito por isso”, frisou o zagueirão.

Saída polêmica?

Rodrigo Guth já foi campeão pela seleção brasileira. Foto: Divulgação. Rodrigo Guth já foi campeão pela seleção brasileira. Foto: Divulgação.

Quando deixou o Coritiba, em 2017, Rodrigo Guth acabou sendo assunto nos bastidores, por conta da venda antecipada, sem nem ao menos ter jogado pelo time profissional. Na época, o presidente do clube, Rogério Bacellar, afirmou que o atleta já estava com a cabeça longe do Couto Pereira.

“O Atalanta conversou com o pai do menino e fizeram a cabeça deles. O Coritiba não vai segurar o jogador. Não adianta segurar quem não quer ficar. Nós não estamos fazendo besteira. Estamos pensando no Coritiba e pagando as contas”, disse o cartola à época.

Já Guth acredita que a sua saída não foi polêmica. Para o garoto, só resta agradecimento ao clube que o revelou. “Tenho um carinho muito grande pelo Coxa. Passei sete anos da minha vida ali. No futebol é muito difícil prever o futuro, mas seria um grande prazer poder vestir essa camisa outra vez e poder contribuir com o clube que sempre me acolheu”, concluiu.