Soja sofre volatilidade de demanda com a peste suína na China

Publicado em 26/04/2019 por Canal Rural

José Luiz Tejon Megido
Com 65 milhões de toneladas de soja em estoque nos Estados Unidos e com uma previsão climática positiva para iniciar a semeadura, os preços da soja caíram em Chicago, e essa queda foi acompanhada no Brasil.
Adicionalmente o risco da epidemia da Peste Suína na China da mesma forma, que já deve ter dizimado cerca de 200 milhões de porcos, aponta para uma diminuição do maior cliente global da oleaginosa.
A China está em meio a um grave drama que elevará também a sua inflação. Por ser o principal cliente do Brasil, não significa boa notícia. Conclusão: soja abundante. Então, eu não apostaria em nada maravilhoso em preços de soja neste ano.
Hoje estou em Alta Floresta, no nortão de Mato Grosso, que no início era um garimpo e depois veio a pecuária. Aqui há madeira legal bem trabalhada e agora o pessoal quer utilizar do mesmo progresso obtido em Lucas do Rio Verde (um município que é exemplo de tecnologia e sustentabilidade) já ingressando no biocombustível.
Como o preço das commodities sempre seguem seus ciclos e a incerteza é predominante, ao lado da volatilidade e ambiguidade de um mundo complexo, a ideia nesta fronteira brasileira do agronegócio é que os pecuaristas partam para as lavouras também, numa integração grãos e pecuária. Dessa forma, geram alimento para os animais e melhoram o fluxo de caixa das fazendas.
Alta Floresta quer ser como Lucas do Rio Verde, o que é uma boa ideia. Observar e procurar o que há de melhor é uma sabedoria simples, mas que muitas vezes não é seguida.
A velocidade do mundo inteiro mudou. Um plantio com máquinas comuns era feito a 5 km por hora. Hoje essa velocidade é dobrada vai a 10 km por hora.
Uma curiosidade: na cidade de São Paulo, na hora do rush, a velocidade média é de 6,9 km por hora. Hoje no Brasil, os tratores estão mais velozes do que os carros nos horários de pico!
Viva Alta Floresta!