Irrigação por sulcos e inundação desperdiça 80% da água em tempos de seca

Publicado em 13/06/2017 por Diário de Pernambuco Online

Costuma ser apontado como exemplo para falar do rigor da seca. Da capacidade de 500 milhões, dispõe apenas de 3%. A estiagem inegavelmente é severa. Em relação ao Poço da Cruz, no entanto, temos que considerar a forma de lidarmos com as bens renováveis. E o cuidado com o meio ambiente. Ao conhecer as áreas de irrigadas do açude, anos atrás, tive a certeza de que o poder público responsável por ali abrir possibilidade de vida melhor para os sertanejos era também uma força parada no tempo. Toneladas de alimentos eram produzidas. Ao mesmo tempo, desperdiçava-se o bem maior do lugar, a água. Desrespeitava-se o meio ambiente. Volumes enormes do líquido retirado do açude sumiam no chão árido sem qualquer controle. Em debate recente, o professor Luiz Henrique Calado, da UFRPE, afirmou que o modelo adotado em Ibimirim, o de sulcos e inundação, desperdiça 80% da água, enquanto o de gotejamento, empregado em países como Israel, aproveita cada gota. Jogamos ouro fora. E projetos daqui para frente não podem desconsiderar esse fator.

 

Descarte na madrugada
Um mistério ronda a Praça do Entroncamento, nas Graças. Adotada por uma empresa e limpa durante o dia, a praça tem amanhecido com montes de resíduos. São galhos de árvores, papelões, latas e madeiras, provavelmente retirados de um imóvel em reforma e descartados nas madrugadas.

Tinta amarela
Bateu o desespero ontem em motoristas que estacionaram os carros na Praça Oswaldo Cruz, na Boa Vista. No fim da tarde, quando voltaram para apanhar o veículo, o meio-fio estava pintado de amarelo, e flanelinhas, os mesmos que negociaram as vagas, disseram que agentes haviam aplicado multas por estacionamento irregular.

Placas sumiram
A confiança dos motoristas para estacionar no entorno da Praça Oswaldo Cruz era porque não havia placa de proibido estacionar perto do Teatro Valdemar de Oliveira. E o amarelo do meio-fio somente seria percebido com lupa. Mas há quem diga que existiam tais placas e foram retiradas à revelia da prefeitura.

Pintou o capim
Desde ontem está proibido reclamar da falta de tinta amarela no meio-fio da Praça Oswaldo Cruz. Pintou-se quase tudo. Até o capim. No futuro, quando se fizer a capinação devida, veremos uma pintura irregular. Em contrapartida, parte da vegetação ficou amarela, bem como algumas poças d'água.

Olho no julgamento
A atenção dos quilombolas se volta para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no Recife. O tribunal julga amanhã processo, originário do Rio Grande do Norte, que questiona a constitucionalidade de decreto presidencial 4.788/2003. Se acatar o argumento do processo, demarcações poderão ser mudadas.
 
Terras certificadas
Para se ter ideia da reviravolta, se considerada a inconstitucionalidade do decreto 4.788/2013, Pernambuco possui, segundo dados da Fundação Palmares, 150 áreas quilombolas certificadas. Dessas, 141 foram após o decreto. A ação a ser julgada pelo TRF5 se refere à comunidade potiguar Acuã, em Poço Branco.

Fotos ambientais
O concurso de fotografia promovido para alunos do 6º ao 9º ano da rede municipal do Recife pode mudar, se bem discutido em sala de aula, a concepção dos estudantes sobre a relação com o meio ambiente. O concurso, com inscrições abertas até 15 de setembro, tem por foco a coleta seletiva e as águas da cidade.