Jornalistas lançam livro sobre papel de correspondente de guerra

Publicado em 11/04/2016 por Folha de S. Paulo Online

O livro "Correspondente de Guerra", do jornalista Diogo Schelp e do fotógrafo André Liohn, será lançado em São Paulo nesta segunda (11).

A obra, da Editora Contexto, é dividida em três partes.

Começa com a discussão sobre os riscos da cobertura de um conflito e o impacto, no noticiário, de novas tecnologias que ampliam a difusão de imagens violentas.

Segundo Schelp, diretor-executivo da revista "Veja", é possível notar aumento nos riscos para jornalistas sobretudo nos conflitos a partir do fim do século 20, intensificado após os atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA, executados pela Al Qaeda.

A Guerra do Vietnã, encerrada em 1975, teve um jornalista morto para cada grupo de 920 militares americanos mortos; já na Guerra do Iraque (2003-2011) essa proporção aumentou para um jornalista morto para cada contingente de 30 militares da coalizão americana mortos, afirmou Schelp à Folha.

Vários motivos explicam a escalada, segundo o autor, como os jornalistas passarem a ser mais visados por grupos radicais e a crescente competição de informações com as redes sociais.

Em uma segunda parte do livro, são relatadas as experiências em zonas de conflito do fotógrafo brasileiro André Liohn, que colabora com diversas publicações internacionais e foi premiado por seu trabalho durante a guerra na Líbia (2011). A última parte é composta por uma seleção de imagens produzidas por Liohn em situações de guerra e desastres humanitários.

A obra traz depoimentos de sete jornalistas brasileiros que estiveram em situações de conflito, como Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha, e os colunistas de "O Estado de S. Paulo" Adriana Carranca e Lourival Santana.

Dávila, que foi correspondente do jornal nos EUA por dez anos, cobriu o 11 de Setembro e a Guerra do Iraque em seu início, em 2003.

O livro será lançado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2073), a partir das 18h30.