Número de homens desempregados recua 2,7%, revela Ipea

Publicado em 16/06/2017 por DCI

A população ocupada masculina retroagiu 2,7% e a feminina, 0,7%, no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2016. Em 2012, a população masculina respondia por 44% de todos os desocupados e, atualmente, corresponde a 50%.

As informações são da seção da Carta de Conjuntura do Ipea, que analisou os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC).

Na comparação com o início da série (primeiro trimestre de 2012), a diferença entre as populações masculina e feminina ocupadas fica ainda mais clara com a queda de 0,9% da masculina, ante o aumento de 3,7% da feminina.

"Tem aumentado a ocupação entre as mulheres no mercado de trabalho e, como consequência, a participação dos homens na população desocupada vem crescendo", destaca a pesquisadora do Ipea Maria Andréia Lameiras, autora da seção de Mercado de Trabalho.

A análise revela que a maioria dos desempregados é de trabalhadores entre 18 e 39 anos (70%) e tem ensino médio completo ou incompleto (50%). Dentre os que passaram a procurar emprego e não obtiveram uma colocação no mercado de trabalho, cerca de 50% têm idade entre 14 e 24 anos e cerca de 35% possuem o ensino médio. Na outra ponta, dentre os que conseguiram uma ocupação, 35% têm entre 25 e 49 anos e 43% têm apenas o fundamental completo.

Além disso, a taxa de permanência no desemprego vem aumentando. No primeiro trimestre de 2017, 48% dos trabalhadores desocupados não conseguiram nenhuma colocação no mercado de trabalho, independentemente do tipo de ocupação, o que significa um incremento de 0,4 p.p. em relação ao observado no mesmo intervalo de 2016 (44%).

Maior rendimento

Apesar da queda da ocupação, por outro lado, o rendimento continua crescendo.

No último trimestre encerrado em abril, o salário médio recebido apontou um crescimento de 2,7%, alcançando o seu melhor resultado nos últimos três anos. De acordo com Maria Andréia, "entre os que se mantiveram ocupados, o rendimento médio real vem aumentando, o que pode ser um indicativo da retomada do consumo das famílias".

Da redação