Rock in Rio de consolida como principal festival brasileiro

Publicado em 17/06/2017 por Correio Braziliense Online

AFP PHOTO / CHRISTOPHE SIMON
Em 2017, a edição do evento terá espaço maior, além de mais palcos e mais atividades

O Rock in Rio retorna ao Brasil com uma edição superespecial, com uma série de novidades e, que, pela primeira vez, terá um público maior formado por pessoas de fora do Rio de Janeiro. Neste ano, o evento será realizado em15, 16, 17, 21, 22, 23 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro. Segundo dados do festival, dos 120 mil ingressos vendidos, 60% foram comprados por pessoas de outros estados. "Isso é muito bacana, porque o Rock in Rio é visto como um fato histórico, principalmente, por conta da primeira edição (em 1985). As pessoas têm a visão de que não estão indo apenas para um show. E é isso que as faz sair de seus estados para aproveitar o evento no Rio de Janeiro. Isso é uma grande responsabilidade para nós. Temos um respeito enorme pelo nosso público, por isso prezamos por uma entrega de qualidade", afirma Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, em entrevista ao Correio.


A principal novidade deste ano é o espaço. O festival estará de casa nova e ocupará parte da Parque Olímpico, construída para os Jogos Olímpicos realizados no ano passado no Rio de Janeiro. Com isso, a estrutura sobe de 135 mil metros quadrados para 300 mil metros quadrados. "Na outra Cidade do Rock, quando chegava o pico máximo do público, a circulação ficava mais restrita. Agora, não teremos esse problema. Terão mais banheiros, mais áreas de bares e de sombras. Vamos instalar uma estrutura específica para criar sombras. Além disso, teremos novos palcos e mais atividades", explica Roberta.

Como já é tradição, o Rock in Rio tem como palcos principais o Mundo e o Sunset. No primeiro, estarão as grandes atrações do festival, como Lady Gaga, Maroon 5, Justin Timberlake, Aerosmith, Bon Jovi, Guns'n'Roses, Red Hot Chili Peppers e The Who. "O que rege a seleção dos artistas é o que o público quer. Buscamos pesquisas de mercado e consultamos os principais propagadores, como gravadoras, rádios, serviços de streaming e plataformas de músicas. São essas ferramentas que conseguem mapear o que o consumidor gosta e quer ver, muito mais do que as redes sociais", revela.

Variedade de palcos

Roberta Medina diz que é possível comprovar isso quando o Rock in Rio anuncia atrações ligadas à música pop. "Na internet, o pessoal reclama, fica triste, mas normalmente são os primeiros dias que esgotam", lembra. Neste ano, inclusive, as primeiras entradas a terminarem ainda no dia da abertura das vendas, em 6 de abril, foram do dia 16 de setembro, encabeçado por dois astros pop, Shawn Mendes e Fergie, além dos "roqueiros pops" dos grupos Skank e Maroon 5. O segundo dia a esgotar logo foi o da programação de 23 de setembro, que terá duas atrações que eram um desejo do idealizador Roberto Medina, pai de Roberta, as bandas Guns'N'Roses e The Who, que formam o line-up mais caro do Rock in Rio. "O The Who era uma vontade antiga do Rock in Rio. Esse é o dia de maior investimento", conta.

Rocknvivo/Divulgação
Banda The Who fará parte do dia mais caro do Rock in Rio ao lado do grupo GunsNRoses


Se no palco Mundo o que prevalece é a escolha do público, é no palco Sunset que o Rock in Rio encontra mais liberdade. Com direção artística de Zé Ricardo, o palco tem como característica promover encontros musicais inusitados e inéditos em sua maioria. "Há uma liberdade artística muito grande. Não se pauta por pesquisas de mercado, lá é no talento do Zé Ricardo que provoca os artistas a se expor em zonas fora do conforto. Ele os coloca em situações diferentes. Esse é o grande barato", diz Roberta Medina. Neste ano, por exemplo, o palco Sunset promoverá encontros como do internacional Miguel e do brasileiro Emicida, de Alice Cooper e Arthur Brown, e uma série de homenagens ao samba e a João Donato, esse último formado pelo quarteto Emanuelle Araújo, Mariana Aydar, Tiê e Lucy Alves.

Entre as novidades deste ano do Rock in Rio estão as presenças de mais palcos, como o Rock Street África, em que será valorizada a música africana; o palco Eletrônico, com artistas da vanguarda da música eletrônica nacional e internacional; Street Dance, feito para apresentações de grupos de dança; e o palco da Rock District, em que artistas nacionais relembrarão grandes sucessos que já passaram pelo Rock in Rio anteriormente. Neste último, estarão artistas como Dinho Ouro Preto (do Capital Inicial) e Rogério Flausino (do Jota Quest), como Roberta adianta ao Correio.

Caldeirão de entretenimento

Mais espaço será sinônimo de mais atividades. A Cidade do Rock ganhará alguns novos locais, como a Rock District, que além de um palco, terá uma espécie de calçada da fama com grandes nomes do mundo da música. Para os amantes da gastronomia, o evento recriará o Mercado da Ribeira de Lisboa na Goumert Square, com 630 lugares para que o público passa fazer uma refeição como se estivesse em um restaurante.

Com foco no público jovem, o Rock in Rio mantém as estruturas de parque de diversão, com roda gigante e tirolesa, e ainda inclui a Digital Stage, espaço de bate-papo com youtubers, vloggers e influenciadores digitais - já estão confirmados Whinderson Nunes, Christian Figueiredo e Felipe Castanhari - e a Game XP, uma parceria entre o festival e a Comic Con Experience (CCXP). A Game XP ocupará duas arenas olímpicas com arena de games, talk-shows com produtores e estandes de grande marcas deste mercado. "O Rock in Rio estará mais interativo. Será um grande caldeirão de entretenimento. É a música que comanda, mas está a cada dia mais diversificado. É uma forma de live entretenimento", defende Roberta Medina.