São Paulo planeja expansão de energia verde para a CDHU

Publicado em 19/06/2017 por DCI

19/06/2017 - 05h00

São Paulo planeja expansão de energia verde para a CDHU

Projetos-piloto de instalação de sistemas fotovoltaicos nas residências da CDHU, geraram uma economia de 40,5% para a média de consumo de 103 kWh

O intuito é viabilizar a expansão para 51 mil unidades habitacionais
O intuito é viabilizar a expansão para 51 mil unidades habitacionais
Foto: Divulgação

São Paulo - As secretarias estaduais da Habitação e de Energia vêm estudando a instalação de sistemas fotovoltaicos para residências da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Após reunião, projetos-piloto foram analisados para a expansão da implantação em São Paulo.

A ampliação dos estudos permitirá, caso os dados sejam positivos, levar o novo sistema para 51 mil unidades habitacionais construídas pela CDHU. Para isso, estão sendo realizados, desde o ano passado, três projetos-piloto de geração fotovoltaica e eficiência energética para analisar e obter resultados para confirmar os estudos.

O sistema fotovoltaico - composto por módulos fotovoltaicos e micro inversores -, foi instalado em oito residências no município de Elisiário, outros quatro em Itatinga e mais 14 sistemas em Pontes Gestal. A concessionárias Energisa , CPFL e Elektro, com recursos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), fizeram as instalações.

Os resultados desses primeiros testes foram avaliados em reunião na semana passada, na sede da secretaria, com representantes de associações, empresas produtoras de equipamentos solares e órgãos do governo do Estado de São Paulo.

Economia

Segundo a Secretaria, os resultados foram positivos: a economia média foi de 40,5%, reduzindo o consumo médio de 103 kWh para cerca de 60%, em cada moradia. O subsecretário de Energias Renováveis da Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo, Antonio Celso de Abreu Junior explica como funciona esse sistema que compensa energia. "O consumidor terá um sistema fotovoltaico, que gera energia nos momentos que tem sol. Essa energia é convertida em corrente alternada (wolts) e injetada na rede, e nos momentos em que não se consegue gerar energia com sol, a mesma entra por meio da distribuidora, por isso é chamado de compensação de energia."

Estudos

Após esses três projetos, os estudos vão permitir a expansão do sistema , também piloto, em mais 51 mil unidades, que foram entregues entre 2011 e 2016 nas regiões atendidas pelas concessionárias de distribuição AES Eletropaulo, CPFL, EDP Bandeirante, Elektro e Energisa. A dificuldade inicial para a expansão do projeto estava nocusto dos equipamentos.

Porém, após negociação da Secretaria com as empresas produtoras de equipamentos fotovoltaicos, o valor foi reduzido, viabilizando a expansão do projeto. Abreu estima que a economia será significativa, principalmente para pessoas de baixa renda, como é o caso da maioria dos morados da CDHU.

"Vai gerar uma economia entre 20 e 25 reais. Enxergando ao longo do mês é pouco, mas para pessoas da baixa renda, esse valor faz diferença", disse Abreu. A partir dessa instalação serão analisadas todas as características para que esse implemento seja efetivo futuramente.

Beatriz Boturão

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