Veja dez dicas para quem quer estudar em uma universidade dos EUA

Publicado em 11/01/2016 por Portal R7

Alunos estrangeiros são avaliados como estudantes americanos nos EUA Reprodução/ Thinkstock

Muitos estudantes brasileiros sonham em conquistar uma vaga e estudar em uma universidade no exterior. Mas, para isso, é necessário passar por uma série de etapas e conseguir um bom resultado. O processo para ser aceito em um curso de graduação nos Estados Unidos, por exemplo, exige o cumprimento de uma série de requisitos.

"Todos os candidatos, inclusive os norte-americanos, se submetem ao mesmo processo. E os aspectos considerados para ser aceito nas universidades dos EUA passam por múltiplas avaliações relacionadas ao desempenho acadêmico durante o ensino médio, a fluência em inglês - avaliada a partir de uma prova específica - e um portfólio e talento no caso das escolas de artes", comenta Daniela Novaes, diretora da SVA (School of Visual Arts) para o Brasil e América Latina.

A SVA é uma conceituada universidade localizada em Nova Iorque. O ator americano Jared Leto, protagonista de Requiém para um Sonho (2000), e o diretor brasileiro Carlos Saldana, da série de filmes A Era do Gelo (2002), são alguns dos ex-alunos da instituição. Confira abaixo dez dicas de Daniela para conseguir estudar em uma universidade dos EUA, que vão além do inglês fluente.

1- Buscar e conhecer o perfil e o campi das universidades: antes de saber se deseja mesmo estudar fora do Brasil, é necessário que o estudante encontre a universidade com melhor estrutura e ponto de localização. Esses pontos são fundamentais, pois o aluno estrangeiro vai vivenciar a cultura de outro País e precisa atentar para facilidades de moradia e locomoção. A posição geográfica da universidade influenciará diretamente a carreira daquele aluno, como nas oportunidades de estágio, promoção do networking e ganhos socioculturais. Além disso, o estudante precisa fazer uma pesquisa para saber o que a cidade escolhida tem a oferecer, se as instalações serão apropriadas para ele e se, futuramente, haverá possibilidades de emprego na área na qual vai atuar. Também é importante que o candidato preste atenção nos equipamentos oferecidos pela faculdade. Hoje, arte e tecnologia estão intimamente conectadas, estudar em uma universidade que ofereça ferramentas para o aluno exercer a sua criatividade e ir além, fará toda a diferença em sua carreira.

2- Planejamento, dedicação e portfólio: para ser aprovado em uma renomada universidade é preciso dedicação à elaboração do portfólio, dinâmica que pode garantir não apenas a vaga em uma das opções de ensino superior da entidade, mas também uma chance de obter bolsa de estudo. Na SVA, por exemplo, o portfólio é composto por 15-20 melhores projetos do aluno, incluindo pinturas, esculturas, ilustrações, animações, trabalhos digitais e fotografias. Para os alunos que desejam cursar cinema, é preciso que apresentem em seu portfólio um clip/reel ou uma redação de duas partes, adaptando termos de cinema.

3- Fique atento para não perder os prazos/calendário americano: antes de tudo, é crucial deixar todos os documentos pedidos em ordem, pois a falta deles pode significar a entrada negada nos Estados Unidos ou na universidade. Depois, deve-se lembrar de que o ano letivo oficial nos EUA começa em setembro e, em alguns lugares, há turmas que começam no início de janeiro. Então, fique atento aos prazos de inscrições da universidade que deseja ingressar. Para aqueles que tenham interesse em estudar na SVA, acesse o site e fique atento aos prazos que a universidade oferece.

4- Bolsas de estudo: para quem não tem condições de arcar com todos os gastos, algumas universidades possuem um sistema de bolsa de estudos. A SVA, por exemplo, oferece uma bolsa de estudos de até 50% na mensalidade para aqueles candidatos que apresentam um alto nível de desempenho durante a seleção. Ou seja, neste ponto, será avaliado o histórico acadêmico do aluno. Para isso, o estudante deve apresentar boas notas com uma média geral acima de 8 durante o ensino médio e um portfólio que se destaque perante aos concorrentes, além da fluência no inglês.

5- Inglês fluente: está mais do que claro que estudar em uma universidade no exterior é essencial de que o estudante tenha inglês fluente, já que é um dos principais pré-requisitos para conseguir passar na prova e conquistar um espaço na universidade. O inglês já não é algo a mais no currículo de um estudante, ele se tornou mais do que necessário. Uma forma de comprovar a fluência dos candidatos internacionais é por meio de testes padronizados que a escola aceita. TOEFL e IELTS são os mais prestados pelos candidatos brasileiros. A pontuação mínima do TOEFL (Test of English as a Foreign Language) é de 80 de 120 questões. Já a pontuação para o IELTS (International English Language Testing System) é pontuada de 1 a 9, sendo a pontuação mínima de 6,5.

6- Corpo Docente: antes de escolher a universidade desejada, o aluno deve investigar a carreira dos professores da universidade para se informar da qualidade dos profissionais presentes na faculdade, na qual o aluno se interessa. Além disso, depois de entrar na universidade, é importante que o aluno comece a criar o seu networking desde o primeiro dia de aula. Converse com os outros alunos e com os professores logo de início para ir conquistando a sua lista de contatos.

7- Carta de recomendação: ter uma boa relação com os professores da escola também pode ser um ponto positivo para quem tem interesse de ingressar em uma faculdade no exterior. Como uma forma de auxílio, o mesmo poderá enviar uma carta de recomendação para que ajude na hora da avaliação. A carta deve ser bem sucinta, destacando as principais qualidades profissionais e pessoais do aluno, suas atividades e qual o ponto que ele se destaca mais. É recomendado que seja escrita por um professor que o aluno tenha contato. Fique atento a esta dica, pois algumas universidades não solicitam. Na SVA, por exemplo, não é necessária a carta de recomendação para os cursos de graduação, apenas para os mestrados.

8- Desempenho acadêmico: diferente do processo seletivo brasileiro, o americano não precisa de vestibular. Os alunos são avaliados por toda a sua trajetória pessoal e do ensino médio. Juntamente com o desempenho acadêmico do aluno, é avaliado o perfil do candidato que precisa combinar com o perfil da instituição. Além disso, costuma-se avaliar a fluência na língua inglesa e a nota do SAT (Teste Padrão de Admissão, em inglês). Por isso, os candidatos precisam se dedicar desde o primeiro ano do ensino médio para poder ingressar em uma universidade americana e garantir o inglês o mais cedo possível. É importante saber que o SAT é um teste obrigatório apenas para os alunos americanos, mas é permitido que os alunos brasileiros também o enviem porque, se a nota for alta, pode ajudar na decisão final.

9- Entenda os itens que compõem o Application Forms: cada faculdade apresenta suas peculiaridades/requisitos. O processo seletivo pode ser feito online, via o site da própria instituição. Geralmente, o processo seletivo é feito pelo Application Forms, que funciona como um questionário, incluindo perguntas para saber sobre a vida acadêmica do aluno, seu ensino médio, informações pessoais e trabalho voluntário. O candidato também precisará enviar pelo correio o resultado do teste de inglês escolhido e reconhecido pela SVA, como o TOEFL e o IELTS citados nos itens acima.  Na próxima etapa, será feita a avaliação de uma redação (Statement of Intent*) e histórico escolar, para saber se o perfil do aluno encaixa com o que a universidade está procurando. O aluno deve se candidatar online e pagar uma taxa de inscrição.

10- Statement of Intent: "Declaração das Intenções". É um momento que requer muita atenção do aluno. Como citado no item acima, o candidato terá que escrever uma redação com cerca de 500 palavras, mostrando as suas razões para estudar artes visuais. É a chance de se sentir livre para o aluno incluir qualquer informação que ele ache necessária e bem como seus objetivos e interesses pessoais.

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